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APEA

. . Ex-diretores da APEA são homenageados


.: Antonio Martinho Fernandes, atual presidente (esq.) justifica a homenagem aos antigos diretores: "tiveram a coragem de destruir um templo sagrado do futebol e no seu lugar erguer uma obra que viabilizou a APEA como clube social".

. . . . Clube lembra grupo que impediu a volta do futebol profissional, demoliu o campo e construiu o Ginásio de Esportes e a sauna

. . . . Antonio Martinho Fernandes, o atual presidente da APEA, chegou às lágrimas ontem de manhã, ao justificar a homenagem ao ex-presidente Moacir Miranda e à equipe que construiu o Ginásio de Esportes inaugurado em 1981.

. . . . "O tempo passou, mas o clube não pode esquecer os homens que fizeram esta grandiosa obra, que hoje dificilmente seria construída por qualquer clube brasileiro", afirmou, destacando a importância histórica das realizações que este grupo desenvolveu à frente da APEA.

. . . . "Foi este mesmo grupo que teve a coragem de iniciar a demolição do estádio, sepultando definitivamente a possibilidade de volta do clube ao futebol profissional, construindo no seu lugar este fabuloso ginásio de esportes, e viabilizando a APEA como clube social", concluiu.

. . . . Para o atual presidente a iniciativa corajosa de Moacir Miranda, sua diretoria e então conselheiros, foi o que possibilitou a consolidação do clube: "Se o futebol voltasse seria o fim do clube, como aconteceu com tantos outros". Fernandes afirmou que a maioria dos clubes que se dedicaram ao futebol não oferecem nada para ao associados, e hoje "estão todos falidos".

. . . . A diretoria que participou da gestão Moacir Miranda, e o presidente do conselho deliberativo da época, Antonio Cervantes, foram convidados para um café da manhã com a diretoria executiva atual, ontem de manhã na APEA, e em seguida todos foram conduzidos para a reinauguração da placa da inauguração do Ginásio de Esportes, que estava deteriorada e ilegível.

. . . . Retirada de um canto do Ginásio de Esportes, a placa foi recuperada e instalada em corredor por onde diariamente circula grande número de associados. "Para que as novas gerações conheçam os homens que deixaram esse legado e deram sua contribuição para a construção do clube que hoje é o cartão de visitas de Presidente Prudente", declarou o presidente Fernandes.

. . . . Além de Miranda e Cervantes, estavam presentes Stanley Zaina, (ex-secretário do conselho) Plínio Ribeiro Franco (ex-vice-presidente), Walter Amaro de Araújo (ex-secretário da diretoria executiva), Antonio Macca (ex-diretor social) e Oswaldo Rodrigues (ex-diretor de patrimônio). Outros membros da antiga diretoria foram convidados e não puderam comparecer.

"Quase fomos linchados com o fim do futebol profissional"

. . . . O ex-presidente Moacir Miranda considerou a homenagem "extraordinária" e lembrou que presidiu o clube por dez anos. "A Apea está dentro de meu coração", afirmou, nitidamente emocionado.

. . . . O ex-presidente do conselho deliberativo, Antonio Cervantes, também se sensibilizou com a homenagem e agradeceu à atual diretoria por relembrar o esforço, a boa vontade e a paixão de um grupo de apeanos. "Nos sentimos cada vez mais certos daquilo que fizemos", ressaltou.

. . . . "Na época se dizia que este ginásio de esportes era um elefante branco", afirmou Oswaldo Rodrigues, que era o diretor de patrimônio e dirigiu a construção. "Sinto-me honrado de ter feito parte desta equipe".

. . . . Stanley Zaina, que era o secretário, lembrou que quando o conselho deliberativo decidiu acabar com o futebol, foi um dos que se posicionou contra, mas depois se arrependeu. "A Apea hoje é um clube completo, que oferece tudo para os associados, o que dificilmente conseguiria se continuasse com o time de futebol".

. . . . "Quase fomos linchados quando decidimos terminar com o futebol profissional", conta Moacir Miranda. "Quando isso aconteceu, em 1968, o presidente era Luiz Peretti. A modalidade inviabilizava o clube".

. . . . Antonio Macca, diretor executivo atual, viveu todas as fases do clube, inclusive a época do futebol. Relata que tão difícil como acabar com o futebol, em 1968, foi demolir o estádio. Lembrou que Moacir Miranda tomou a decisão em 1971 e mandou começar a demolição de madrugada pois o antigo campo da Prudentina "era um templo sagrado do futebol" e certamente os torcedores fanáticos tentariam impedir. Na época isso gerou uma grande polêmica.

. . . . A construção do Ginásio de Esportes começou em julho de 1974 e concluída em 28 de fevereiro de 1981.

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