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DESENVOLVIMENTO PESSOAL
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Onde estão os
talentos ?
. . Ok.
Tubo bem. Estamos na Era do Conhecimento. Mas pergunta-se:
são todos os setores da economia ou somente algumas empresas
que estão vivenciando tal período?
. . Na
verdade, viajando pelo Brasil afora, percebo que temos empresas
e empresas, se é que você me entende. Algumas, nitidamente,
estão vivendo o período de Taylor... Outras,
realmente vivem a era da tecnologia, da internet e do investimento
em talentos. É aqui onde quero me ater.
. . Afinal,
o que é um talento? O
que é preciso fazer para ser reconhecido como um talento?
Será que para ser identificado como tal é necessário ter concluído
um MBA em alguma universidade de primeira linha, falar fluentemente
duas ou três línguas estrangeiras, e ainda, possuir uma significativa
bagagem profissional no exterior? Não, definitivamente, não.
. . Logicamente,
qualquer recurso voltado ao seu desenvolvimento, enfim, qualquer
oportunidade que venha a aprimorar seu currículo devem ser
aproveitados. Mas quero lembrar que existem talentos e talentos.
Cada um com suas particularidades, potencialidades, seu modo
de ser, sua receita própria criada a custo de muito trabalho.
Diante disso, são as lideranças de hoje que precisam aprender
a reconhecer e, principalmente, a desenvolver os talentos
já existentes nas organizações. Ou será que somente a concorrência
tem acesso aos talentos que tanto buscamos? Permita-me, caro
leitor, contar uma pequena história ocorrida em uma grande
empresa nacional para exemplificar que talentos existem nos
lugares menos procurados... e mais despercebidos.
. . Dona
Dalva - hoje com 36 anos e cinco filhos - começou a trabalhar
como diarista em uma grande companhia de seguros, e logo foi
contratada como Zeladora. Carteira assinada, benefícios, tudo,
enfim, que aprendemos a relacionar com segurança e bom emprego
lhe foi concedido. Manteve-se cinco anos no cargo e, em seguida,
teve a oportunidade de trabalhar como Copeira. Mas essa condição
não havia lhe deixado satisfeita. Dona Dalva sabia que podia
ir mais longe.
. . Certo
dia, então, contou-me que, apesar de sua discrição, o que
realmente queria era trabalhar na área administrativa. No
entanto, pensava consigo mesma "como uma copeira poderia ser
promovida para tal departamento". A despeito disso, sem saber,
intuitivamente fez seu planejamento para subir na vida. Resultado:
voltou a estudar e agora já terminou o primeiro grau. "Está
ótimo, D. Dalva!" - interpretariam os olhares vizinhos. Pois
ótimo que nada, revidaria
. . Dona
Dalva: agora ela quer terminar o segundo grau! E pararelamente
a estes objetivos, começou a fazer o seu net work, assim,
meio que por acaso. Um almoço com o pessoal da administração
ali; um bate papo aqui, uma conversinha acolá... "Ela sempre
se mostrava curiosa e interessada em aprender o que o pessoal
fazia lá", contou-me sua atual supervisora. Dona Dalva colheu
os frutos do que plantou. O Gerente da Sucursal fazia questão
de que participasse de todos os treinamentos comportamentais.
E ela não hesitava em comparecer, aguardando sempre ansiosa
os novos convites. Assim os dias se passaram... Para encurtar
a história, a mesma Dona Dalva começou a se oferecer para
realizar pequenos trabalhos administrativos em seus momentos
de folga na copa. O Gerente começou a perceber o seu interesse,
sua capacidade de organização, sua vontade de crescer, sua
atitude pró-ativa e começou a pensar em dias melhores para
sua funcionária. E o grande dia chegou.
. . Uma
vaga para assistente administrativa foi aberta e eu nem preciso
contar quem foi admitida. Agora, Dona Dalva está aprendendo
a mexer no computador, já tem e-mail próprio, e, segundo sua
supervisora, agilizou processos, aumentou a qualidade e produtividade
do setor e é extremamente responsável.
Outro dia, perguntei a Dona
Dalva qual era o segredo de seu talento, e ela me confidenciou:
. .
Vontade de crescer.
. . Qualidade no serviço
realizado.
. . Procurar sempre colocar
em prática o que é aprendido em cursos e treinamentos.
. . Demonstrar interesse
em aprender continuamente.
. . Como
vemos, todos nós temos talentos... Ora escondidos dentro de
nós mesmos, ora não. Descubra, então, o seu. Pergunte-se:
"O que gosto de fazer? O que eu gostaria de fazer realmente?
Em que sou excelente?". E siga, ainda, a lição de liderança
exercida pelo Gerente da Sucursal: desenvolva-se e acredite
nas pessoas que trabalham em sua empresa, que fazem parte
do seu dia-a-dia. Reflita sobre tudo isso, enfim... Por vezes,
o talento que procuramos está ao nosso lado. Será que em sua
empresa não existe alguma Dona Dalva, somente esperando uma
oportunidade para agregar valor à sua organização?
. . .
Paulo Araújo é escritor e conferencista.
Administrador de Empresas, com pós-graduação em Marketing
e em Gestão pela Qualidade e Produtividade.
. . .
Autor dos livros:
. . . Qualidade ao Alcance
de Todos - 3ª. Edição - Editora Gente.
. . . Motivando
o Talento Humano - 12ª Edição - Editora Eko.
. . . Motivação - Faça a Diferença
- Lançamento - Editora Eko.
. . .
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