Publicidade
 
COLUNA DE HOJE
Agenda
Amigos dos Trígonos
Angélica Bongiovani
Apea
Atuação Parlamentar
Baladas
Cidadania Italiana
Cidades da Região
Cinema
Claudia Riecken
Comportamento e Sexualidade
Concursos & Empregos
Crônicas de José Dassi
Cultura
Curiosidades
Decoração & Paisagismo
Desenvolvimento Holístico
Desenvolvimento Pessoal
Diário da Motocicleta
Diário de Buenos Aires
Diário de Londres
Dicas do Chef
Empresas & Negócios
Entrevistas
Espaço Literário
Esportes
Fábulas Fabulosas
Festas
Galeria de Artes
Gotas de Reflexões
Guia de Prudente
Hélio Martinez
Intercâmbio & High School
Iracema Caobianco
Isso é Dez Pra Mim
Letícia Martins
Medicina Preventiva e Estética
Minhas Viagens
Nas ondas do rádio
Noticias da Toledo
Nutrição e Atividade Física
O Imparcial
O Que Prudente Tem de Bom
Opinião
Painel do Couro
Painel Rural
Personalidades Prudentinas
Presidente Prudente
Prudenshopping News
Prudentinos pelo mundo
Renata de Luca
Residencial Damha
Rotary on line
Rubens Shirassu
San Fernando
Saudades Prudentinas
Saúde
SAÚDE MENTAL
Sinomar Calmona
Stúdio Desirée Soares
Tânia Rodrigues
Tênis Clube
Terapia Familiar
Turismo
Últimas Notícias
Veiculos

1 | Leitores OnLine

Total de Visitas
2039662

 

 

 
 

Antagônica São Paulo do Absurdo


São Paulo antigo, São Paulo-mor, São Paulo amigo, São Paulo amor.

São Paulo cidade morena, morena creme queimado, creme de leite nelore, leite
de um peito macio, peito lindo "amore mio".

Futebol aqui se joga, em qualquer hora do dia, espetáculo é no teatro,
saudade daquele tempo, que passava e que eu não via. A política não era
praticada à luz do dia, pois reinava a ditadura, a mais pura repressão. Mas
será que nunca mais, era a gente perguntando, vamos ter a liberdade, era a
gente se escondendo.

Só assim surgiam formas, da gente burlar as normas, e o nosso grande
consolo: ler as receitas de bolo, n'O Estado de São Paulo, que foi pedra e
não foi Paulo.

Ah tempo que não vivi, no Largo de São Francisco, uma ditadura antes, quanta luta e quanta glória, acabada aquela escória, São Paulo era café.

Lá no começo do século, Di Cavalcanti e as pernas, da mulata e da morena,
semana de arte moderna, São Paulo descobre o beco, e os Andrade estão em
cena.

No meu tempo de menino, São Paulo locomotiva puxava vinte mais dois numa
lide prestativa. Agora tempos depois, toda vez que toca o sino nem sei mais
quantos serão, arrastados no cambão, café com pão café com pão, bolacha sim biscoito não...

E as diretas tão cantadas, o povo todo na rua, enquanto o credo invocava o
apoio das alturas, Tancredo hipotecava a força das alterosas em troca
daqueles votos necessários pra aprovar a candidatura sua. Era uma nova
postura café com leite ampliada que ressurgiu do escombro da política mais
impura já traçada no Alvorada.

E Ulisses Guimarães com Montoro e FHC cerzindo aquela costura com apoio do
ABC levavam até o Planalto, ao lado de Mário Covas, carregando em cada ombro muita energia nova, qualquer um tirava a prova, São Paulo estava de pé.

Um destino uma tragédia, tivemos que adicionar, ao café com leite, à média,
o aipim e o Ribamar.

Como tudo que é belo se não for muito cuidado tende a desaparecer, veio um
tal Collor de Mello praticando um atentado, quase pôs tudo a perder criando
muito " bollor ".

Pra limpar a bagaceira, felizmente estava lá parte da astúcia mineira - ai
meu Deus, era o Itamar.

Começava novamente a alternância do poder, o próximo presidente, de São
Paulo tinha que ser. Quatro mais quatro são oito, FH FHC, oito e quatro uma
dúzia, Luis Inácio do ABC, contra tudo e contra todos, apesar do FMI,
governando todo povo novamente bem na frente, estava São Paulo ali.

São Paulo dos bandeirantes, Anchieta mais pra trás, lá na frente os
imigrantes, Anhangüera e a água raz. Todos personalidades de outros tempos,
de outras eras, observam a cidade de cima no firmamento e abençoam-na em
janeiro, pra não haver nenhum erro, pra que seja sempre a terra de qualquer
um brasileiro.

São Paulo de Adoniram, do Bixiga e do MAM, São Paulo é a grande mescla da
cultura universal, tem sarau e tem poesia, tem balada e boemia, tem repente
e tem mingau, pizza e churrascaria, cozinha internacional. O trânsito é uma
bosta, congestionamento atroz, só que todo mundo gosta de andar muito veloz, e é por isso que eu vou despedindo-me daqui, liberando essa pista, pra que venha outro artista, repentino ou repentista, diarista ou mensalista,
continuar essa revista.".


Clodomiro Cruz Stabile
clodomiro@baliza.com.br

 

VOLTAR
Publicada em: 20/03/04

 

 
 
Sinomar.com.br © Direitos Reservados
Design by Web Argon