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Ensaio poético


***VANESSA CAVALCANTE

A dificuldade de desvendar, as íntimas inquietações humanas, está presente no cotidiano de todos nós, principalmente em certos estágios, em que tudo aparece sombrio e solitário.

Perdemos a luminosidade existente na alma aventureira e nos tornamos faíscas rastejantes no breu da covardia. Tornamos o medo, foco principal das constantes desculpas ínfimas e sem sentido.

Nos escondemos na nossa própria intimidade e deixamos de confiar nos antigos ícones das nossas vidas. Fazemos do nosso espaço algo exclusivamente embriagado de tédio e solidão.

Afastamos a família, os amigos, os amores... afastamos o sorriso e a saudade, afastamos o corpo da alma e a alma do coração. Calamos os pensamentos e fingimos não ter mais sentimentos e nem sequer emoção...

Vivemos apenas pelo simples fato de existirmos. Vivemos porque alguém lamentou nossa ausência um dia. Vivemos pelos outros e só. Quem viverá por você? Como não viver, por si mesmo, todo e qualquer momento?

É preciso visualizar o verdadeiro sentido do caminho, sentir o que realmente importa e fechar as portas para incertezas instantâneas, falas perturbadoras latejantes na mente.

É preciso crer no que se sente, abstrair o egocentrismo diário e irrelevante, Devemos experimentar nossa espontaneidade, admirar nossas pequenas qualidades integrantes e essencialmente compor um novo dia...

Vivemos apenas, pela nossa intima integridade humana. Vivemos pela busca incessante dos sonhos concretos e abstratos. Vivemos pela fé em cada amanhecer e também pelo inevitável anoitecer!

Observe ao seu redor... Olhe atentamente cada detalhe da sua vida e perceberá a influência do seu âmago sobre as coisas... sobre o mundo e sobre as pessoas. Observe ao seu redor... Existe algo maior que a sua dor... Existem lutas infinitas que são vencidas apenas com amor! Uma única palavra capaz de dominar a alma – a mente – o corpo – a imensidão...

 

 

 


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Publicada em: 28/06/05
 
 
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