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ESPAÇO LITERÁRIO
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. . Eis,
o amor
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. O amor resplandece a seu modo, pelas idades...
. . . De forma colossal, que
nada o aflige.
. . . Nem o cansaço das infortuitas
tentativas
. . . O calhamaço de ilusões
desoladas
. . . Seja sempre como for
. . . Nada apaga ou reduz o seu
teor
. .
. Vindo de surpresa, do seu jeito, a qualquer instante...
. . . O amor rompe a distância
e os espaços
. . . Paulatinamente como uma
infecção
. . . Expõem-se os atalhos e
desvios
. . . É como encher uma represa
. . . As artimanhas furtivas
da gentileza
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. Esse amor que, por opulência ou ócio;
. . . Embaralha confusamente
os destinos,
. . . Cura temores com extrema
efervescência
. . . Imprevisivelmente se arrebata
. . . Tem por mania a inconseqüência
. . . Tem por loucura própria,
a persistência...
. .
. Por ser inato, o amor resiste e ultrapassa o tempo.
. . . Para que seja continuamente
citado
. . . Para que seja, então,
o amor, eternamente amado.
... Eder Quirino
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. . ederq@bol.com.br
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