|
ESPAÇO LITERÁRIO
.
. Escolas sim, Prisões não!
.
. Nas décadas
de quarenta e cinqüenta todo o oeste paulista lutava por mais
escolas principalmente para o segundo grau.
.
. Uma
grande leva de professores das cidades de Piracicaba, Casa
Branca, Amparo, Pirassununga, Tatuí, Itapetininga, Bauru,
Pirajuí, São Carlos, etc. recém-formados no magistério foram
iniciar suas atividades pelas várias cidades das regiões da
Noroeste, Alta Paulista, Alta Sorocabana. Alguns por aí se
casaram e fixaram residência definitiva, outros mais tarde,
através de concursos de remoção voltaram às origens.
.
. Eu
me lembro que em Tupi Paulista, a casa do Professor Hermínio
Pilon, tinha gravada na parede “Land’s End” o que valia dizer
que para o Hermínio e todos aqueles que vieram do leste ali
era o fim da terra.
.
. Em
Presidente Prudente onde fui residir depois de meados de 1960
tive a oportunidade de conviver com alguns remanescentes da
época como o Wladimir Bitencourt, o Jurandir Paccini, o Bohac,
Darcy Xavier da Fonseca, Carlos Marson, este de geração mais
recente, entre outros.
.
. Os
governadores paulistas Adhemar de Barros, Lucas Nogueira Garcez,
Jânio Quadros, Carvalho Pinto foram os que mais semearam escolas
primárias e secundárias e Escolas Normais para formação de
professores.
.
. A
grande preocupação daqueles tempos era criar e construir escolas,
disseminar o ensino em todos os níveis, enfim proporcionar
o direito à educação e de qualidade a todas as regiões do
Estado, em áreas urbanas ou rurais.
.
. Hoje
em dia, infelizmente, em que pese a situação muito difícil
de todos os municípios do oeste paulista, a preocupação do
governo é construir presídios. Segundo informações desde Marília
até Presidente Epitácio já se contam 16 presídios, sendo que
cidades como Presidente Venceslau conta com 2; Presidente
Prudente com o cadeião, uma penitenciária e se anuncia a construção
de um novo presídio que funcionará como “Centro de Ressocialização”.
.
. Reconhecemos
que o problema carcerário é sério com a superlotação dos presídios
existentes e até de cadeias públicas e que ao governo só resta
construir novos presídios para minimizar os efeitos da precária
situação.
.
. Talvez
se todos os governos tivessem feito investimentos maciços
em educação e saúde publica, melhor distribuição da renda,
não estivéssemos nessa situação.
.
. Veja
o paradoxo: ontem se pedia a construção de mais escolas, hoje
se repudia a construção de mais presídios.
...
José Dassi
...
..josedassi@uol.com.br
|