|
ESPAÇO LITERÁRIO
.
. UM CENÁRIO DE SONHO PARA O SHOKON-SAI
.
. Ao alto,
circundado por canteiros ajardinados com plantas exóticas
orientais, destaca-se o belíssimo Templo Dourado nipônico,
o Kinkaku-ji, uma cópia do original construído em Kyoto em
1397.
.
. Sua
escadaria central alcança uma praça quadrangular toda iluminada
com postes de ferro arqueados, ostentando o cimo de cada um,
uma trave donde pendem 3 globos circulares no formato de lanternas
bem ao gosto oriental.
.
. Emoldurando
a praça de amplo espaço central livre estão dispostos os canteiros
gramados e floridos com plantas formando um conjunto paisagístico
harmonioso como que inspirado por um Roberto Burle Marx com
pinceladas sublimes dos gênios orientais com toda aquela leveza
de brisa acariciante.
.
. À
frente como que ligada à praça por duas alças laterais circundantes
uma larga avenida avança em direção à rodovia, toda ela ostentando
em cada uma de suas laterais, uma fileira de cerejeiras, secundada
a media distância por uma outra de ipês roxos e amarelos como
que casando a beleza, a finesse e a brandura oriental com
o esplendor colorido do tropicalismo.
.
. As
áreas paralelas todas ajardinadas e arborizadas com plantas
e flores típicas japonesas já aclimatadas ao país, todas dignas
da feitura de uma ikebana, mescladas, de quando em quando,
por pequenas e bojudas palmeiras, bambus, chorões, trepadeiras
e cipós coloridos.
.
. Demais
áreas restantes tomadas por gramados, praças esportivas de
várias modalidades, açudes povoados de peixes coloridos e
locais típicos para recreação e lazer e com recantos especiais
com os estandes para exposições.
.
. Ã
frente de todo o imponente conjunto, margeando a rodovia,
a sede da entidade Cultural, Esportiva e Agrícola mantenedora,
saudando o visitante, ostentando o estandarte da associação,
ladeado pelas bandeiras do Brasil e Japão.
.
. Nos
dias festivos todo esse ambiente fervilha de alegria e animação
com passeios, jogos de futebol, beisebol, lutas de sumô, natação,
exposições, karaokês, danças típicas, barracas de flores,
de frutas, de jornais e revistas, de lembranças e as de alimentação,
evidente, com muito riso, festa e confraternização.
.
. Como
sempre há também espaço e tempo para a veneração no templo
religioso e aquele momento de saudade com a visita aos túmulos
dos antepassados ali ao lado, silenciosos e significativos
como símbolos de uma época de muito labor e sacrifício, o
começo de tudo: o SHOKON-SAI.
.
. E
ali há o oferecimento de flores, queima de incensos e de velas
brancas no horário mágico das 18 horas quando todos desfilam
contritos perante os túmulos e no alto, na hora azul do crepúsculo,
como que numa mística interação o presente e o passado se
unem numa saudação de respeito e reverência: BANZAI, BANZAI,
BANZAI!
.
. O
sonho de hoje pode ser uma realidade amanhã, afinal, entre
o real e o irreal pode haver muita fantasia e nenhuma distância...
...
José Dassi
...
..josedassi@uol.com.br
|