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Para
Álvaro Alves de Faria
Ele tinha uma bala na
cabeça
E com ela certamente convivia
Nada que além de si em si começa
Tudo que transforma em rímel de Poesia
Ele nunca esquecerá aquele dia
E tem na cabeça o projétil bala
Talvez ela tenha a sua serventia
Mesmo quando numa poética fala
E ainda hoje Álvaro carrega
A bala em si e nessa fatal agulha
Que é a cabeça - e nunca mais nega
O fazer poético do qual se orgulha
E assim a bala vai a ele levando
Em alvo, em culatra, em banzo e mira
Pois sabe desse butim surreal quando
Faz do Poetar um incrível arco de Lira!
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