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ESPAÇO LITERÁRIO
. . . . . Triunfo
Certo
. . Tantos velhos ditados
. . Expressam-se
breves,
. . Aos
pobres coitados
. . Com
peitos em greve.
. . Tantas
palavras perdidas
. . Que
o "quantum" busca o vago.
. . Palavras
em demasia
. . Tornam-se
feridas, ardidas,
. . Na
ânsia do Amor amargo.
. . Amor
dolorido,
. . Inconstante
como a lua.
. . Intenso
quando havido,
. . Mesmo
nascido n’alma crua.
. . No
infortúnio do Amor,
. . Não
há muro tão alto,
. . Intransponível
c’outro
Amor,
. . Mesmo
ao Ser c’a torpe dor
. . Do
peito incauto.
. . Exílio
seja indigno
. . Ao
sentimento presto,
. . Que
do nada surge, benigno,
. . Mas
sofre longe, leso.
. . Não
há estranho percurso,
. . Que
ao Amor não se acanhe.
. . Mesmo
que no último recurso
. . Do
vil inimigo se apanhe.
. . Sobressalto
de razão insana
. . Que
ao peito a vitória despovoa.
. . Sempre
há de vir lesto,
. . A
conquista do humano anseio
. . De
viver tão belo ensejo
. . Não
importando qual seja o meio,
. . Que
traga o Amor sobejo.
. . Vitorioso
té no mor vil enleio
...
Diogo Medeiros
. . (12/06/2001)
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