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EMPREENDEDORISMO: “Não venda óculos, venda a boa visão”, aconselha Góis



.: Maurício Góis expôs um raio-x simples e bem humorado de técnicas para que o alto desempenho pessoal possa se refletir em vendas.

Durante sua palestra na noite de 15/4/4 em Presidente Venceslau, Maurício Góis mostrou novamente diante de um público composto por cerca de 270 pessoas, porque é um dos melhores palestrantes na área empresarial no país. Por mais de três horas, Góis ministrou duas palestras - Motivando para a Alta Performance e Atendimento e Vendas - voltadas a empresários e trabalhadores do comércio, onde procurou, de maneira simples, direta e muito bem humorada, passar dicas e situações comuns na área de vendas, fazendo com que o público refletisse sobre seu papel como vendedor. “Quando vamos vender algo, precisamos fazer com que o cliente diga ‘sim’. Como é possível abordar o comprador em potencial com aquela famosa frase ‘pois não?’”, alertou o palestrante.

Góis também prima em suas palestras em desenvolver a capacidade de alta performance de cada pessoa. “Ter foco e objetividade é essencial para todo mundo. Para atingirmos a alta performance é necessário 10% de conhecimento, 10% de habilidade e 80% de atitude", disse, citando como exemplo a vida de George Safford Parker que, com 16 anos, em uma fila de empregos onde ocupava o 40º lugar, demonstrou atitude ao escrever um bilhete endereçado a pessoa que selecionava os futuros empregados. No bilhete, Parker dizia “não contrate ninguém antes de falar comigo, pois quarenta pode ser seu número da sorte”. Anos depois, Parker evoluiu em vários cargos dentro da empresa até tornar-se dono da mesma e dar seu nome a ela. A empresa em questão é a fabricante das mundialmente conhecidas Canetas Parker.

Ainda voltado a área de vendas, Góis mostrou várias maneiras de abordagem do cliente, fazendo com que, através do simples trato com as palavras, levar o consumidor a efetuar a compra. “Quando vender, por exemplo, a faca, não venda apenas o objeto, e sim sua utilidade, ou seja, o corte. Não venda os óculos, venda a boa visão. Não venda a comida, venda o prazer em degustá-la, e assim por diante”. Para Góis, as vendas em algumas situações merecem total desempenho, habilidade e atitude por parte do vendedor, fazendo com que o mesmo tenha que lidar com uma certa resistência por parte do cliente. “Nestes casos – diz – é necessário transformar uma DESvantagem em DEZ vantagens, apontando o outro lado que pode ser verificado caso o cliente opte em adquirir o produto”, finalizou.

O palestrante
Maurício Góis é um dos mais conhecidos palestrantes do Brasil, tendo em seu currículo a consultoria e ministração de treinamento em várias empresas do país e exterior. Góis, esteve há pouco menos de dois meses em Presidente Venceslau com a palestra “Transformando Filhos em Águias”, o qual também foi sucesso de público e crítica. A exemplo de Venceslau, em sua palestra quarta-feira, 16, em Presidente Epitácio, centenas de pessoas estiveram presentes.

Nota da AVN – iniciativas com palestras desta natureza vem de encontro para alertar os empresários e seus funcionários do setor sobre as novas tendências com o trato para com seus clientes. “O consumidor não tem apenas bolso, mas também coração e cérebro”, lembra Maurício Góis. Em um comércio receoso e com poucas atitudes, somado a alguns exemplos arcaicos de lida com o consumidor, como infelizmente ainda pode ser verificado em muitos estabelecimentos de Presidente Venceslau, estão condenados a se extinguir, segundo alguns ensinamentos de Góis. “Hoje não podemos mais ter o comerciante conformista, e sim aquele destruidor criativo e descontente inovador, ou seja, aqueles que não tem medo em se arriscarem para fazer a inovação de sua empresa, fazendo-a progredir em todas as direções”.

Não adianta mais o comerciante ficar reclamando apenas da situação econômica de seu comércio se, em contrapartida, muitas vezes não “move uma palha” para reverter ou mesmo amenizar a situação.

Que os ensinamentos da palestra de quinta-feira não fiquem apenas esquecidos no imaginário das pessoas e que sim, possam ser levados à prática do dia a dia. O comércio de Venceslau precisa deixar de ser caldeira e começar a ser motor.

Como diz Góis, “quem faz pode até errar. Quem não faz, já errou".

 

Da AVN_(Agencia Venceslauense de Notícias)


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Publicada em: 17/04/04
 
 
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