.: Celso
Viáfora lança seu 6º CD, Palavra,
no próximo dia 15 de dezembro no Tênis Clube
de Presidente Prudente.
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Palavra já
é considerado pela crítica como uma obra-prima do
compositor.
Os prudentinos e admiradores da obra
Celso Víafora terão a oportunidade de conferir o novo
trabalho do compositor, o 6º CD da carreira, Palavra,
lançado dias atrás. O show será realizado no
dia 15 de dezembro, no Teatro César Cava.
Para a apresentação,
o artista reuniu um time da pesada: Túlio Feliciano faz a
direção, a iluminação e o roteiro. Fernanda
Mesquista a direção de corpo. Na retaguarda, dois
grandes músicos: Sizão Machado (contrabaixo e viola)
e Webster Santos (violão de aço, cavaquinho e bandolim).
Como participação especial, 15 crianças (têm
entre 06 e 16 anos) do Barracão dos Sonhos, um projeto de
inclusão sócio-cultural realizado na comunidade paulistana
de Paraisópolis, que o artista apadrinha.
Antes de se apresentar em Prudente,
Celso estréia o show no Teatro Rival, no Rio de Janeiro,
dia 09 de dezembro e, em São Paulo, no teatro do SESC Pompéia,
dia 12 de dezembro. Depois de Prudente, volta para São Paulo,
onde se apresentará no Tom Brasil Vila Olímpia, dia
21 de dezembro. Em janeiro segue pelo Norte-Nordeste e chega a Macapá,
dia 16, e Belém do Pará, dia 17.
No dia 02 de dezembro, Celso gravará
participação no Programa do Jô, na Globo, mostrando
seu novo trabalho. Como Presidente Venceslau, infelizmente, não
está incluída no roteiro de shows, será uma
boa oportunidade de ver o compositor pela telinha.
Obra
prima
Aclamado pela crítica e, mais
recentemente, pelo escritor Mário Prata, que escreveu um
release sobre seu trabalho leia abaixo -, Celso Viáfora
vive seu melhor momento musical.
Letrista das canções
de Ivan Lins, músico e arranjador, Celso, seguramente, é
o compositor mais completo do Brasil em atividade. Afinal, escrever
um arranjo de cordas não é para qualquer um.
No CD Palavra, Celso
atua em diversas funções. Além de todas as
letras, assina oito melodias, toca violão em dez canções,
faz arranjo, e mostra-se versátil nas viagens sonoras que
realiza. Vai do samba ao boi, do choro às baladas, do pandeiro
às texturas da cena eletrônica; une o toré
instrumento indígena à orquestra de cordas.
Faz a mais completa exposição do seu universo poético-musical.
É a sua obra mais ampla. Muito provavelmente, a mais completa.
O disco foi produzido por Jay Vaquer,
com direção de voz de Jane Duboc. Tem arranjos de
Wagner Tiso, Sacha Amback, Dunga e Amílson Godoy, além
do próprio Viáfora. Recheado de grandes participações,
como a do parceiro Ivan Lins (canta com ele "Rio de Maio"
e toca teclado em "Atlântida", ambas compostas pela
dupla), de Seu Jorge, de Yamandu Costa, dos Demônios da Garôa,
das pastoras do grupo vocal As Gatas, de Bukassa Kabenguele, de
Roberto Menescal, do cantor Nílson Chaves, do Trio Manari
e dos grupos mirins de percussão "Barracão dos
Sonhos", de Paraisópolis-SP e Malhadinhos do Guamá,
de Belém-PA.
No CD, Celso está cercado
de grandes músicos, como os contrabaixistas Sizão
Machado, Arismar do Espírito Santo, Jorge Hélder e
Dunga; os violonistas Leonardo Amoedo e Carlinhos 7 Cordas; o guitarrista
Júnior Tostói; os tecladistas José Lourenço
e Alexandre Moreira; o flautista Rodrigo Sha; os bateristas Chocolate
e Edu Ribeiro; os percussionistas Bira Show e Alisson Lima; o cavaquinista
Fred Camacho e duas orquestras de cordas;
"Palavra!" é um
disco ousado (na forma como abre o leque de informações
sem deixar de costurá-las pelos textos e pelos conceitos),
inovador (pelo modo como mistura, às vezes na mesma faixa
- sempre quando as canções assim o pediam - instrumentos
e músicos que representam a tradição da MPB
com texturas, músicos e instrumentos da cena eletrônica,
sem agressão a um e outro gênero) e alentador (na medida
em que cuida dos mínimos detalhes - como, por exemplo, ir
até Belém do Pará para gravar os meninos percussionistas
do Boi-Bumbá Malhadinhos do Guamá e a São Paulo
para registrar a participação das crianças
do Barracão dos Sonhos e, assim, promover o encontro
dos dois grupos no samba-boi Sangue Bom, composta em
homenagem aos dois projetos). (AVN-Agência VEnceslauense de
Notícias).
A PALAVRA DE CELSO VIÁFORA
Meu coração se sente Deus, dançando um rockn
roll
Celso Viáfora mistura Deus
e rock.
Na balada do samba.
Mas você conhece o Viáfora
e sabe que o negócio dele não é rock
(quanto a Deus, não estou
informado).
Basta olhar algumas das pessoas que
estão com ele em Palavra!:
Demônios da Garoa
Wagner Tiso
Ivan Lins
Roberto Menescal
Yamandu Costa
Sem contar a Jane Duboc, o Jay Vaquer (já, meu Deus?) e o
Paulinho Amorim.
E outros, muitos outros.
Palavras, palavras, palavras, já
dizia Shakespeare,
no seu Hamlet dinamarquês com
sotaque inglês.
Love, love, love, dizia Pelé
em seu campo americano,
com sotaque e gosto de Bauru.
Não entendo nada de música,
mas sou chegado com afeto nas palavras.
E quando a Jane (que, junto com o
Paulinho, são bons no jogo de dicionário) me disse
que o cd se chama Palavra!,
tive que sucumbir, ler as músicas
e ouvir as letras.
Mas o que eu vou dizer do Viáfora (além desta cara
pra lá de simpática), se os cobras da nossa imprensa
já se ajoelharam diante dele?
Revista Veja, Época, Mauro
Dias (Estadão, várias vezes), Tárik de Souza
(Jornal do Brasil), Hugo Sukman (O Globo), Carlos Calado
(da roqueira Folha de S. Paulo),
entre outros?
Toda mistura é lumeeira
Cada pessoa tem seu dom
Pode ver que, na zoeira
Multidão canta no tom
Toda alma é batuqueira
Cada povo tem seu som.
Ou seja, as palavras do cara têm dom, têm tom e têm
som.
E mais: o homem tem Sangue Bom.
E mais não digo.
Só não entendo porque
este cara nunca estourou.
Daqueles estouros de se ouvir pelo
Brasil todo.
E pelo mundo.
Humildemente, Mario Prata
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