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VISITA
ÀS PLATAFORMAS PETROBRÁS
.
EM
ALTO MAR
Acompanhei
com perplexidade e tristeza a tragédia da plataforma P-36,
que explodiu, adernou e afundou. Recentemente, fiz parte de
um grupo de jornalistas convidados pela Petrobrás para conhecer
várias plataformas da bacia de Campos, entre elas uma unidade
semi-submersível de produção de petróleo de 31 mil toneladas,
que produzia 180 mil barris diários de petróleo, e 7,2 milhões
de metros cúbidos de gás. Uma oportunidade rara, pois as visitas
às plataformas são restringidas devido ao risco permanente.
Viajamos 150 km de helicóptero, de Campos até a área de prospecção,
em alto mar. Inesquecível aquela imagem do mar azul pontilhado
de plataformas, numa demonstração da incrível capacidade do
homem que em condições adversas consegue retirar o ouro negro
das profundezas do oceano. Pousar um helicóptero na plataforma
já é uma aventura. Parece que o piloto aponta para aquele
tapete verde disposto num canto e joga o aparelho nele, sem
margem de erro, pois uma faísca pode ser fatal. Recordo-me
do sofisticado aparato de segurança, com um bombeiro de cada
lado, vestidos com paramentos anti-fogo, armados com poderosos
extintores apontados para a aeronave.
Tanto
a aterrisagem como a decolagem são momentos de muita tensão.
Na primeira sala depois do heliponto, assistimos uma palestra
sobre os cuidados com a segurança, uma rotina para todos que
chegam às plataformas, num ritual semelhante ao da aeromoça
que em todos vôos repete a mesma cartilha. Sapato só com solado
de borracha. Nem é preciso dizer que ali, cigarro é uma coisa
inimaginável. Percorremos todas instalações, conhecendo o
sofisticado sistema de prospecção, e confesso que nos encheu
de orgulho constatar o know how da Petrobrás e saber que o
Brasil possui a melhor tecnologia do mundo na extração de
petróleo de águas profundas. O óleo é tirado de águas profundas,
variando de 1.300 a 2.000 metros de profundidade, um recorde
mundial. Funcionários trabalham em turnos de uma semana e
contam com uma unidade de refeitórios, dormitórios, sala de
ginástica e até um mini-cinema. Embora compreenda tratar-se
de uma atividade de alto risco, como todos brasileiros vejo
hoje com preocupação tantos acidentes, principalmente este
último que envolveu perda de vidas e considerável prejuízo
econômico para o País, mas quero dizer que ainda me orgulho
de saber que a Petrobrás é brasileira.
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