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NA
CAPITAL
DO MUNDO
Reassumo a coluna hoje, após 12 dias em
Nova York. A cidade ainda se refaz da tragédia
de 11 de setembro mas já voltou a ser o
destino de viagem de turistas do mundo inteiro,
que perderam o medo e estão retornado à
Capital do Mundo, a cidade que nunca dorme. É
uma loucura. Suas ruas parecem uma torre de babel.
Você cruza com gente falando em idiomas
que nunca ouviu.
MUDANÇAS
A Nova York que encontrei cinco anos após
minha última viagem aos EUA é outra.
Os norte-americanos exibem como nunca seu nacionalismo
e patriotismo. A bandeira americana tremula em
todas as fachadas e nos carros. Pequenos e grandes
cartazes com a frase "United we stand"
(unidos nós estamos) estão espalhados
por toda cidade, lembrando a todos que o Pais
está mais unido que nunca após a
tragédia. Fazem questão de lembrar
aos visitantes seu orgulho de ser "norteamericano".
E os milhões de imigrantes que moram no
País colocam bandeiras de seus países
junto com a da América.
SOUVENIRS
Em toda esquina de Nova York se encontra um camelô
aproveitando a onda de patriotismo e ganhando
seus dólares com a venda de lembranças
da tragédia. Vendem fotos e miniaturas
das torres gêmeas do World Trade Center,
além de camisetas com frases como "Eu
amo New York" ou "Jamais esqueceremos".
TEATRO
Imperdíveis os espetáculos da Broadway.
Peças são encenadas diariamente,
durante o ano inteiro. Das em cartaz atualmente
mais tradicionais são Les Misérables,
A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera, 42ª
Street e O Rei Leão, mas as filas são
grandes para o lançamento de Mama Mia,
baseado nas músicas do ABBA.
ESCOMBROS
O passeio aos escombros do World Trade Center
tornou-se obrigatório. Uma multidão
de turistas visita o local diariamente e podem
ver as obras de limpeza que continuarão
por mais cinco meses. Por um alambrado que circunda
todo canteiro de obras o público pode acompanhar
o trabalho de limpeza dos escombros. Muitos choram.
Muitos ajoelham e fazem orações.
Você sai do lugar com um sentimento de profunda
tristeza.
DANBURY
No Estado de Connecticut, a 2 horas de New York,
visitei o casal Erick Granfors e Josy Bertoni
Granfors.
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OS
BRASILEIROS
Os EUA tem mais de um milhão de imigrantes
brasileiros. A maioria vive na região de
Nova York, New Jersey e Conneticut. Em Newark, Estado
de New Jersey, onde a comunidade brasileira já
supera a portuguesa - até 10 anos a maior
colônia estrangeira da região - fiquei
impressionado com tantas bandeiras verde-amarelo,
nos carros, nas lojas e na fachadas das casas. Os
"brazucas" aproveitaram a onda de nacionalismo
norte-americana epara colocar nossa bandeira do
lado da americana, em todo lugar. Me contaram que
na época da Copa do Mundo, fizeram a maior
festa. Cada jogo, cada vitória canarinha
era motivo para se juntarem nas avenidas e fazerem
um carnaval monumental. Os americanos gostaram e
festejaram juntos.
VINGANÇA
Por US$ 7, é possível comprar um
rolo de papel higiênico com o rosto de Osama
Bin Laden nas lojas de Chinatown, bairro oriental
de New York, que formiga de atividade.
PRUDENTINOS
Em Manhattan estive com as irmãs Silvia
Evelise Oliveira e Eveline, que há quatro
anos moram e trabalham em New York. Em New Jersey,
fui hóspede de Sandra e Carlos - ele ex-presidente
do Rotary Alvorada de Prudente. Estive também
com Selene e Everaldo Gulli - ele fotógrafo
do Brasilian Press, o maior jornal brasileiro
dos EUA e dono da PhotoConnecction, e o irmão
dela - Haroldo Gulli, que é joalheiro,
Dalva e Gleisson Oliveira, Mirian e Victor Fabri
e Julio Bosso - que trabalham no setor de transportes.
Eles me contaram: a comunidade brasileira em New
York e New Jersey está cada vez maior.
Todo dia chega alguém de Prudente para
ficar. Poucos voltam.
NO
ALTO
Com o fim do Wolrd Trade Center - que tinha 110
andares - o Empire State Building, com seus 102
voltou a ser o ponto mais alto de Nova York. Logo
após o atentado o prédio ficou interdidato
por alguns dias e turistas só começaram
a voltar após alguns meses. Agora, para
subir ao observatório no topo, a gente
tem que entrar numa longa fila e passar mais de
meia hora para pagar o ticket de 9 dólares
que dá acesso ao elevador. A subida é
em duas etapas. Um elevador leva até o
82.o andar e outro até o 102.º A vista
lá de cima é espetacular. Vale a
viagem. Custa acreditar que este prédio,
uma obra de engenharia monumental foi construído
com apenas um ano de obra, e inagurado em 1931.
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O gigantesco pôster de Giselle Bundchen,
em publicidade da loja Victoria Secret, em plena
6.a avenida, enche os brasileiros de orgulho.
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Dalva e Gleisson Oliveira com a filhinha Isabelle,
que nasceu nos EUA.
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O mineiro Silvio de Souza - diretor do Brasilian
Press Newspaper e o fotógrafo Everaldo
Andrade recebem o colunista na sede do jornal
da colônia brasileira de New Jersey.
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As irmãs Eveline e Silvia Evelise Oliveira
- ex-secretária da coluna Sinomar, que
moram em Manhattan, desde 1998.
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Victor Fabri e Mirian,
que moram em Newark.
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O fotógrafo Everaldo Andrade com a filhinha
e a esposa Selene, Haroldo Gulli e Julio Bosso,
no encontro da comunidade prudentina em New Jersey.
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Sandra e Carlinhos, que moram em Harrison, New
Jersey.
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