Dá para imaginar a época em que Prudente tinha 29 mil habitantes, o policiamento era feito com duas viaturas peruas tipo “Rural” pintadas de vermelho e preto, chamadas de
“Rádio Patrulha”, e era tão tranqüila que mais ocupava as autoridades era a onda de furtos de samambaia das áreas de residências que raramente tinham muros? Um tempo romântico, lembrado com saudade por Otaviano Cordeiro de Andrade, que foi um dos chefes da antiga Guarda Civil, entre os anos 40 e 70.
O “Inspetor Cordeiro”, era um chefe linha dura, respeitado e admirado na comunidade, disseram seus ex- colegas Delermo Manzoli, José Semensati Filho, Raimundo Damasceno,
Hélio Perdomo, Alcides da Silva e José Adão Belonci, que compareceram sábado à tarde, no Jardim João Paulo II, na homenagem surpresa que a família organizou para comemorar os 80 anos de Otaviano Cordeiro de Andrade.
Os ex-policiais passaram a tarde relembrando “casos” da época. O “Inspetor Cordeiro” contou que começou a carreira militar no Exército e serviu no 19.o Batalhão de Caçadores de Salvador-BA. Na época da 2.a Guerra Mundial, com 18 anos, ficou na Ilha de Fernando de Noronha, aguardando o embarque para lutar na Itália. Felizmente o conflito terminou dois dias antes do grupo seguir para a Europa.
Depois ingressou na Guarda Civil, em São Paulo e foi removido para Presidente Prudente em 1949. Em 1955 casou-se com Anita Bongiovani, com quem teve cinco filhos: Sérgio Cordeiro de Andrade, médico; as dentistas Silvana, Lúcia, Sônia e Márcia, as duas últimas oficiais da Força Aérea Brasileira-FAB. Na festa de sábado, só não pode comparecer Silvana, que mora em Natal, Rio Grande do Norte.

.: Os ex-policiais José Adão Belonci, Alcides da Silva, Hélio Perdomo, Inspetor Cordeiro, Raimundo Damascendo e José Semensati Filho |
|
.: Otaviano Cordeiro de Andrade, o “Inspetor Cordeiro”, cercado do carinho dos filhos e netos |