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SAÚDE

. . Comida é o melhor remédio

. . Muitos acham que comer bem é se encher de carnes e alimentos industrializados, regados a bebidas e fartas sobremesas. Tudo é uma questão de gosto e de poder aquisitivo.

. . No entanto, um número cada vez mais crescente de pessoas estão entendendo que quando nos sentamos à mesa é preciso buscar um equilíbrio entre os alimentos que pretendemos ingerir. Especialistas naturalistas afirmam que o tão negligenciado ato de mastigar os alimentos é um grande diferencial entre a saúde e a doença e que é preciso mastigar, no mínimo, 50 vezes antes de engolir qualquer iguaria. Dores de cabeça, anemia, artrite, doenças respiratórias, males do coração e até o câncer podem ser vencidos pelo poder da cura da alimentação.

. . O segredo é equilibrar o organismo. É aqui que entra toda a filosofia naturalista da alimentação, a chamada Macrobiótica, (o termo significa “vida longa”) muito difundida no Oriente mas que ganha cada vez mais adeptos no mundo inteiro.

. . O mais difícil é entender como funciona e como adaptar os seus preceitos à realidade de cada um. Por causa disso é que o Dr. Henrique Smith “reescreveu” a “Macrobiótica Zen Para o Brasil”. No livro, o médico fala do equilíbrio alimentar e dá receitas macrobióticas. Toda a obra é baseada na doutrina de George Ohsawa, o “pai da idéia”.

. . O livro ensina como incluir na dieta habitual os alimentos integrais existentes em todas as regiões do Brasil; dá noções básicas da Macrobiótica; dicas sobre diagnósticos; noções sobre o que são os alimentos principais e secundários; tratamentos especiais; fala ainda da relação magnésio- potássio e ensina uma série de receitas da culinária macrobiótica.

. . É uma ferramenta poderosa para que o iniciante saiba exatamente sobre os princípios desta alimentação e não se torne simplesmente alguém que come alimentos integrais.

. . O arroz integral é a grande vedete da dieta. Este alimento possui todos os elementos necessários à vida, enquanto que o arroz branco, beneficiado por máquinas industriais, por não dispor de sua película protetora, riquíssima em vitaminas do complexo B, além de conter alguns minerais e proteínas, só servem para encher a barriga, uma vez que em sua composição só se encontra amido.

. . Depois do arroz integral, é a vez dos cereais em grãos, tais como farinha de trigo integral, leguminosas, legumes e verduras, e (ao contrário do que muita gente imagina) tem ainda as carnes magras tais como peixe e frango, com moderação.

. . As carnes devem entrar na dieta somente a cada três dias no verão; e todos os dias, em pequenas quantidades e no almoço, durante o inverno. É recomendado a proporção de 50% de cereais, 10% de leguminosas; 25% de legumes e verduras; 5% de produtos animais e 5% de frutas.

. . Uma das regras fundamentais da Macrobiótica é, sem dúvida, a mastigação. O número de mastigadas deve variar de acordo com a consistência dos alimentos, mas o mínimo necessário são cinqüenta.

. . A importância desses movimentos está no fato de que a saliva, líquido segregado pelas glândulas salivares é rica em uma série de elementos minerais, gases e substâncias orgânicas que têm como função primordial o preparo dos alimentos para a deglutição.

. . É difícil mudar os hábitos alimentares, principalmente se for levado em conta o poder aquisitivo, a cultura, a correria do dia-a-dia, a facilidade das comidas industrializadas (e aqui ninguém pretende fazer nenhuma campanha contra comida congelada), no entanto, antes de tudo, é preciso afastar o preconceito de que comida macrobiótica é ruim e não tem gosto. É preciso repensar alguns hábitos alimentares porque esta pode ser a grande diferença entre viver bem, com saúde, ou não.

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