Não existe projeto melhor,
nem similar, no Brasil. A Fundação Mirim de Presidente
Prudente é modelo para o País. Tira da rua 1.000
adolescentes pobres e dá alimentação balanceada,
transporte, assistência médica, odontológica
e psicológica, emprego, salário mínimo integral,
registro em carteira e garantia de efetivação no
trabalho após 18 anos de idade. Isso sim é que é
inclusão social! E tudo, sem tungar um centavo da viúva,
do Estado ou do município.
A Fundação Mirim sobrevive graças a contribuições
dos empresários que empregam os mirins. "Não
queremos verba pública", diz o administrador Laércio
Alcântara, engenheiro civil de 39 anos, ele mesmo um ex-mirim,
assim como a maioria dos 150 voluntários que participam
da gestão da fundação. Alguns números
valorizam o trabalho desenvolvido nesta fundação
exemplar: o índice de evasão escolar e repetência
entre os guardinhas é zero; 62% dos mirins sustentam suas
famílias com o que ganham na fundação; 91%
deles não tem pai,vivem só com a mãe; todos
aprendem informática - inclusão digital 100%; 93%
são efetivados nas empresas que trabalham. Em 46 anos passaram
pela Fundação Mirim de Presidente Prudente cerca
de 25 jovens entre 15 e 18 anos.