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Enseada de Paraty com suas lindas embarcações, foi uma das mais belas paisagens registradas na viagem do “ciclo turista”.

Em Angra, parada para curtir a cachoeira à beira da estrada.
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Adepto da nova modalidade de turismo, técnico de informática pedalou 480 km entre Mogi das Cruzes e Angra dos Reis.
Ronald Moretto é estudante de Educação Física na Unoeste, trabalha com informática, é
adepto de vários esportes como Montanhismo, Escalada e Natação, e adora aderiu a uma nova modalidade, o cicloturismo. Sua estréia foi uma viagem de cinco dias entre Mogi das Cruzes e Angra dos Reis, durante o mês de maio, na qual pedalou 480 quilômetros.
“É um roteiro maravilhoso, que fica mais explêndido ainda, mais bem aproveitado se a viagem for de bicicleta”, justificou.
O “ciclo-turista” viajou de ônibus até São Paulo, despachando a bicicleta como bagagem.
A “ciclo-viagem” começou em Mogi das Cruzes, na manhã do dia 4 de maio.. Ronald fez o percurso até Bertioga, curtindo as lindas paisagens da serra. “Nos primeiros 8 quilômetros não vi tanta beleza, mas assim que comecei a descer a serra a viagem foi ficando fascinante”.
A viagem de bicicleta até Bertioga durou quatro horas. Ronaldo ficou na cidade litorânea até a manhã do dia seguinte (5 de maio). Às 9h30 saiu pela praia e pedalou 20 quilômetros à beira mar. Voltando para o asfalto, seguiu viagem pela SP 55, sentido Maresias. Por volta do meio dia, antes de entrar no trecho da Serra, parou para um lanche em uma praia deserta e pequena com o nome de Praia Preta. “Muito pequena mesmo, mas linda, com ondas maravilhosas e uma boa sombra pra descansar.”, contou.
Por volta de 17 horas chegou em Maresias, e hospedou-se num albergue, onde foi muito bem atendido. “A noite nos albergues tem sempre clima de confraternização”, revelou. Segundo Ronald, no albergue de Maresias encontrou dois suíços e um americano da Califórnia, o comunicativo Jeff, com quem fez amizade. Ficou em Maresias durante dois dias, circulando de bike, surfando e curtindo a praia.
Descansado, e aproveitado bem o lugar, já estava na hora de deixar Maresias. Na manhã do dia 8, Ronald deixou a cidade com destino a Caraguatatuba. Parou em São Sebastião para lanchar e tirar fotos. A chegada em Caraguatatuba foi às 14h30. No mesmo dia, partiu para Ubatuba. Foram 54 quilômetros pedalando. O roteiro tinha algumas subidas, mas Ronald diz que nada comparável à região das serras, perto de Maresias e Boiçucanga. Fez o trajeto em 3 horas.
Chegando em Ubatuba, junto com um forte temporal, Ronald testemunhou a chega de um ciclone extra-tropical, no mar, ao leste, um canudo gigante, igual ao do filme Tornado. Foi bom ficar longe. Em Ubatuba, o ciclo turista hospedou-se em mais uma unidade “Hostelling International”, onde finalmente encontrou um bom banho quente e pode relaxar. Neste albergue, encontrou um grupo ingleses, seis colegas da mesma faculdade, que trancaram o curso para viajar durante um ano pelo mundo, começando pelo Brasil e depois rodando a América do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Europa.
Em Ubatuba Ronald visitou o aquário, em companhia dos ingleses.
No dia seguinte tomou o rumo de Paraty e gostou demais do que viu. “Foi um trecho impressionante. Tive a sensação que a estrada tinha mais descidas do que subidas, mesmo sabendo que Ubatuba e Paraty ficam mais ou menos no mesmo nível do mar”, relatou, destacando as paisagens do trecho: “Difícil expressar tanta beleza se pode ver desta região do litoral brasileiro se você está numa bicicleta e pode parar a todo momento para apreciar as coisas mais bonitas”.
Na estrada Ronald encontrou um pessoal da Venezuela e perguntou se é possível pedalar até o Caribe, depois de Manaus. Contaram que sim, que existem estradas. Já é idéia de uma futura “ciclo viagem” internacional.
Antes da chegada a Paraty, deparou-se com o cais, cheio de veleiros e lindas embarcações. “Fiquei admirando por um tempo e fiz boas fotos”. Depois de hospedar-se no Albergue de Paraty, que segundo ele é um dos melhores do litoral, Ronald circulou pela cidade, “um centro histórico interessante”. À noite, no albergue, conheceu gente de Israel, EUA, Austrália, Holanda, Suíça e Argentina e foi com eles para uma pizzaria. Disse que mesmo com a dificuldade de todo mundo se comunicar, foi um encontro muito divertido.
No dia seguinte, foi o primeiro a levantar e tomar o café da manhã e sair cedo, para encarar os 90 quilômetros finais, até Angra dos Reis. Na saída, encontrou com uma francesa muito bonita que perguntou em inglês onde ele ia com as roupas de ciclismo. Após relatar que estava fazendo uma viagem de 480 quilômetros, entendeu perfeitamente quando ela sorriu e brincou: "Ahh, é só um pouquinho, nossa última viagem foi uns 10 mil km pela América do Sul."
Apesar do bom motivo para ficar mais um pouco Ronald acabou deixando Paraty por volta de 10 horas e tomou o rumo de Angra dos Reis. Disse que o trajeto é incrível “com muitas praias paradisíacas, águas transparentes, e ilhas que formam paisagens encantadoras.”
A ciclo viagem de 90 quilômetros durou sete horas. Mais uma vez hospedou-se num albergue. Em Angra fez o tradicional “bike tour” e um passeio de escuna até a Ilha Grande. No Albergue fez amizades com um alemão e um israelense, com quem saiu para jantar e conhecer a noite da cidade. No dia 12/05, tomou o ônibus de volta para Presidente Prudente, Mas a viagem, só terminou com mais seis quilômetros de pedalada, da rodoviária, até sua casa.
Ao final, Ronald disse que contabilizou 25 horas pedaladas em 482 quilômetros, num velocidade média de 19,8 km/h, máxima de 65,2 na serra e média de 96,4 km por dia.
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