.: Carla Chagas adota o estilo árabe em
sua viagem pela Tunísia.
.: A
paulistana Lydia Norma Monteiro da Cruz, , a venceslauense
Nahara Tatiana Carvalho, a prudentina Sylla Costa
e a amiga Maria Carvalho Valente encontram-se
numa esquina de Túnis, capital da Tunísia
Tunísia,
o exotismo do mundo árabe
País
do norte africano tem 1 000 quilômetros de praia,
sítios romanos, resorts chiques, e lá
não chove nunca.
A prudentina
Carla Oliveira Chagas estava folheando uma edição
da revista Viagem, à procura de informações
para uma viagem ao Caribe, que faria com a mãe
Silla da Costa Oliveira e a amiga Satie Kawakami, mas
ao deparar com uma reportagem sobre a Tunísia,
resolveu dar uma guinada no seu projeto e participar
de uma excursão exótica.
Convenceu
a mãe e a amiga a mudarem os planos e embarcarem
para uma viagem de uma semana no norte da África.
O vôo foi pela Aeroflot. Tunis, capital da Tunísia
é a primeira escala, 11 horas e meia depois da
decolagem em São Paulo.
"A
viagem valeu a pena", diz Carla, indicando o programa
para todos que quiserem conhecer um lugar diferente,
cheio de surpresas, mais exótico do que se imagina
e muito mais variado do que se pensa.
O país
é compacto e concentra muitos atrativos numa
área equivalente à da metade do Estado
de São Paulo. Para começar, está
cheio de sítios históricos fenícios,
romanos, bizantinos, árabes e outros menos votados,
porque sempre foi uma das encruzilhadas comerciais do
mundo.
A Tunísia
também tem praia. Segundo Carla Chagas são
praias de areia fina, banhadas pelo azul do Mediterrâneo,
cheias de resorts chiques. Lá, os turistas entram
em contato com o exotismo do mundo árabe e, como
se não bastasse, ainda podem explorar o Deserto
do Saara e seus mistérios. Que não são
poucos.
A turista
prudentina diz que uma semana de duração
é pouca para ver tanta coisa. E ela não
está exagerando. A Tunísia tem 3 mil anos
de forte presença na história do mundo,
e os povos que por ali passaram deixaram marcas. Os
fenícios vinham dali. Os cartagineses, também
(no lugar da histórica cidade-estado de Cartago
ergue-se hoje um bairro de Túnis). E, principalmente,
há ruínas romanas por toda parte. Uma
das primeiras que se vêem são as termas
de Antonino, um sítio histórico bem conservado,
ao lado do palácio presidencial em Túnis.
Outro ponto obrigatório é Sbeitla, com
restos romanos impressionantes, como o Arco de Diocleciano,
ao lado de ruínas bizantinas e árabes.
Território
é constituído pelo deserto mais famoso
do mundo
Mas,
por melhores que sejam, nenhuma ruína romana
da Tunísia é tão grandiosa quanto
a do Coliseu de El Djem. Um pouco menor que o Coliseu
de Roma, mas em melhor estado, ele surge imenso, ao
lado de uma vila pobre, que aparenta nunca ter tido
gabarito para abrigar uma construção tão
imponente. Mas no tempo em que Roma mandava no mundo,
El Djem era a poderosa Thysdrus, um dos mais ricos entrepostos
do mundo. Seu coliseu é uma relúquia dessa
época.
Como
se trata de um país mulçumano, os turistas
podem ouvir cinco vezes por dia religiosos chamando
os fiéis para a prece, do alto dos minaretes.
A todo momento se passa pelas fachadas superdecoradas
de mesquitas seculares. Nas ruas, os homens circulam
de turbantes e túnicas, e andam de mãos
dadas. As mulheres andam cobertas de negro da cabeça
aos pés, com o rosto escondido atrás de
véus espessos. A Tunísia pratica um islamismo
ligth, em que a situação da metade feminina
da população é amparada por lei
desde os anos 50.
Um terço
do território é constituido pelo deserto
mais famoso do mundo, o Saara. A 600 quilômetros
de Túnis já começa o grande deserto
vermelho onde foi filmada boa parte de filmes como O
Paciente Inglês e Lawrence da Arábia. É
no deserto que vive o povo mais típico da Tunísia,
o berbere. Suas aldeias ficam sempre próximas
a um oásis.
Toda
excusão ao País inclui excursões
pelo deserto, de camilo ou jipe. Todo mundo adora. Segundo
Carla Chagas "a sensação de aventura
é deliciosa".
Uma visão
impressionante é o que proporciona a região
entre Matmata e Tataouine, área área e
inóspita, onde o povo escavou suas casas em montanhas,
para abrigar-se do clima. De longe, elas se confundem
com a paisagem.
Não
há nada igual como o imenso lago salgado de El
Jarid, que há milhares de anos foi um braço
de mar. Virou uma extensa crosta de sal cristalizado,
branca e brilhante sob o sol, onde até o horizonte
parece sumir. O sal extraído dali é exportado
para a França. Dali também se extraem
as "rosas do deserto", curiosas formações
minerais que lembram flores.
A Tunísia
tem ainda mais de 1 000 quilômetros de praias,
no verão entupidas de turistas europeus. As praias
são de areia branca e fina, banhadas por águas
de um azul profundo, quase sem ondas, cercadas de resorts
de luxo, todos brancos e de pouca altura, no melhor
estilo árabe.