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TURISMO

. . CRUZEIROS

. . . . Começa a temporada dos navios turísticos.
. . . . . Sem exigência de visto para tripulantes, a escala de navios em portos brasileiros no
. . . . . próximo verão está garantida.

. . . . A Associação Brasileira de Portos Turísticos – Brasil Cruise – informou que a temporada de verão 2002/2003 vai registrar a presença de pelo menos 56 navios de turismo na costa do País, agora que o Conselho Nacional de Imigração (CNIg) esclareceu que não serão cobradas taxas por vistos de entrada para os tripulantes dessas embarcações internacionais.

. . . . Tal cobrança decorreria da necessidade de concessão de visto temporário de trabalho para todos os tripulantes desses navios, segundo interpretação de setores do Governo e das Companhias de Navegação, a partir da edição das Resoluções Normativas n º51 e 54 do CNIg, o que representaria um custo de US$ 350,00 (trezentos e cinqüenta dólares) por tripulante e inviabilizaria a escala dos navios de turismo em portos brasileiros.

. . . . O GOVERNO ENTENDEU - O presidente da Brasil Cruise, Cadu Bueno, informou que as interpretações de exigência de vistos temporários de trabalho para os tripulantes das embarcações internacionais de turismo chegaram a ser vistas no Exterior como um sinal de que o Brasil estava novamente fechando os portos às embarcações de turismo. “Esse tipo de exigência, que não existe em praticamente nenhum país, afugentou armadores e as agências de turismo, que reduziram a programação de escalas no Brasil e a venda de passagens marítimas, até que a situação fosse esclarecida, o que veio a ocorrer agora” – informou.

. . . . Cadu Bueno relatou que foi necessária a realização de um grande esforço por parte da Brasil Cruise, das Companhias de Navegação e de associações das agências de viagem, para que a exigência do visto não se concretizasse. “Só após uma reunião conjunta com o Ministro do Trabalho e Emprego, Paulo Jobim Filho, o Ministro do Esporte e Turismo, Caio Carvalho, e o Presidente do CNIg, Embaixador Álvaro Gurgel do Alencar, no final de setembro, é que a situação começou a ficar esclarecida” – historiou. “Apesar disso, ainda estamos receosos de que os agentes da Polícia Federal e os funcionários da Alfândega em várias regiões do Brasil continuem entendendo como necessário o visto temporário para o desembarque de tripulantes, o que pode causar muitos transtornos à atividade” – completa.

. . . . Para evitar novas interpretações restritivas da atividade das embarcações de turismo estrangeiras em águas brasileiras, o presidente da Brasil Cruise está agora mantendo contato com o Departamento de Polícia Federal e a Secretaria da Receita Federal solicitando que todos os funcionários desses dois órgãos da administração federal sejam informados da decisão do CNIg, segundo a qual, é livre o desembarque de tripulantes, bastando para isso a apresentação da carteira de marítimo ou do passaporte com anotação equivalente.

. . . . BOAS ESTIMATIVAS - O presidente da Brasil Cruise informou que, para a temporada 2002/2003, estão sendo aguardadas seis embarcações que se deslocarão apenas pela costa brasileira, atividade denominada de cabotagem, e que realizarão 392 escalas, o que representará um movimento de 431.200 visitas nas cidades com portos turísticos. “Numa estimativa conservadora, estamos prevendo que cada um desses turistas gaste nas cidades portuárias de escala o equivalente a US$ 100,00 (cem dólares), o que permite antever um total de US$ 43.120.000 (quarenta e três milhões, cento e vinte mil dólares)”.

. . . . Para os cruzeiros de longo curso (navios com 100% de turistas estrangeiros e que cruzam o Atlântico fazendo no Brasil escalas durante um período máximo de sete dias) são esperadas cerca de 50 embarcações, representando expressivo aumento em relação à temporada anterior que registrou a passagem de 36 navios. Os cruzeiros de longo curso têm a previsão de aproximadamente 130 escalas para esta temporada, o que representa também um acréscimo de 34% sobre a anterior.

. . . . Cadu Bueno explica que esse tipo de cruzeiro é o que propicia maior benefício econômico às cidades, pois os gastos dos turistas são superiores a US$ 200,00 (duzentos dólares), "per capita", por escala. Informa ainda que os cruzeiros de longo curso foram os mais ameaçados de cancelamento, pelo custo extra que seria exigido para a obtenção de vistos temporários para tripulantes. “Por fazerem um número menor de escalas por navio, essas embarcações certamente iriam excluir o Brasil de suas rotas, optando pelo Pacifico onde tais custos e critérios de ingresso de tripulantes não são praticados” – completa.

. . . . Acompanhando o desenvolvimento da atividade, empresários e autoridades públicas brasileiras responsáveis pelo setor de portos turísticos fizeram, nesses últimos anos, investimentos da ordem de aproximadamente R$ 30 milhões. Para os próximos anos estão previstos investimentos de cerca de R$ 70 milhões. Até o ano passado, tinham sido computados cerca de 2.000 empregos nas atividades diretamente relacionadas ao movimento das embarcações de cruzeiros marítimos. O número de empregos indiretos e de oportunidades de renda para prestadores de serviços autônomos, em lojas de comércio, restaurantes, empresas de táxi e vans, passeios turísticos e outros, é incalculável, servindo de parâmetro para esta avaliação o valor acima mencionado de US$ 43.120.000 (quarenta e três milhões, cento e vinte mil dólares) de despesas dos turistas, nas cidades.


.: O navio italiano Rhapsody chega dia 14 de dezembro à costa brasileira,
para mais uma temporada de cruzeiros de verão :.

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