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Estima-se que 1,4 milhões de pessoas cruzam fronteiras
diariamente a turismo ou a trabalho, aumentando a exposição
a novas doenças e o número de infectados potencialmente
transmissores. As pessoas não precisam percorrer grandes
distâncias para se depararem com males que podem comprometer
seriamente o retorno ao trabalho.O indivíduo deve estar
atento a pequenos sinais durante a viagem ou até 30
dias após o retorno: febre, diarréia, icterícia (amarelamento
do corpo), manchas ou feridas espalhadas pelo corpo,
dor de cabeça e vômitos, sintomas respiratórios, dores
articulares ou musculares (acompanhados ou não de febre).
A diarréia é apontada como um dos sintomas mais comuns
entre os viajantes brasileiros, acometendo entre 30
a 50% das pessoas que vão para as áreas tropicais do
País. Já a doença mais comumente contraída por quem
viaja para as mesmas regiões é a malária, com números
que espantam: são cerca de 600 mil casos/ano só no Brasil.
Foi para tentar reduzir a circulação de doenças e os
transtornos quando se está longe de casa que São Paulo
ganhou, em janeiro último, o Ambulatório dos Viajantes,
considerado desde já o maior centro de atendimento a
população de viajantes do País. A iniciativa é resultado
da parceria entre o Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina da USP, a Superitendência de Controle de
Endemias (Sucen), com apoio da Aventis Pharma. A coordenação
do ambulatório está a cargo do Dr. Marcos Boulos.
Gratuito, o serviço oferece orientação preventiva, diagnóstico
e tratamento de pacientes com algum tipo de sintoma
característico de doenças endêmicas como fecbre, diarréia,
dor de cabeça, vômitos, dores articulares ou musculares.
Também faz parte do trabalho preventivo orientações
sobre as vacinas que devem ser tomadas, doses, indicações,
contra-indicações, efeitos colaterais, tempo prévio
à viagem para admibnistração de cada uma delas, etc.
O paciente é atendido por uma equipe formada por oito
médicos, 20 infectologistas, duas biólogas e um médico-pesquisador.
A Aventis Pharma patrocina o Ambulatório através do
Centro Aventis de Doenças Tropicais (CADT), entidade
criada em 1996, que tem como objetivo incentivar o diagnóstico
e o tratamento precoce da malária e leishmaniose, duas
das maiores doenças endêmicas parasitárias do País.
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