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TURISMO

. . Tira-Teima - As dúvidas mais comuns sobre Cruzeiros

. . Que roupas levar? Como pagar as despesas? Navio só tem velho? Será que vou enjoar? Os cruzeiros marítimos continuam cercados por um mar de dúvidas.

. . Para ajudar nos esclarecimentos respondemos as 40 mais comuns. Confira:

. . 1- Fazer um cruzeiro é muito caro?

. . Não.
. . Considerando tudo o que oferece, um cruzeiro marítimo é barato - pelo menos do ponto de vista do custo/benefício. Uma comparação simples: em uma viagem terrestre, na maioria dos casos, as refeições não estão incluídas. Nos navios, o passageiro pode comer da hora que acorda até a madrugada seguinte sem gastar um centavo a mais; alguns navios mantém até pizzarias 24 horas (pena que nenhum deles venha para o Brasil na temporada), fora as cinco ou seis refeições diárias. Além disso, o navio também acaba funcionando como meio de transporte, pois visita mais de um de destino em um mesmo roteiro. É preciso considerar também opções de lazer que já estão incluídas no preço, como discotecas, shows no teatro e nos diversos bares, salas de leitura etc. Em um roteiro terrestre, possivelmente tudo isso teria de ser pago à parte.

. . Colocando tudo na ponta do lápis, na maioria dos casos o valor médio pago por dia é menor que a diária de um hotel de bom nível. É claro que, se for escolhida a cabine mais cara do navio...


. . 2- Será que eu vou enjoar?

. . É possível, mas raro nos grandes navios.
. . Veja, se você é do tipo de enjoa em táxi, ônibus e até em metrô, é possível que vá enjoar também no navio. Mas é difícil. Principalmente nas grandes embarcações. Os navios são dotados de estabilizadores que diminuem o efeito da ondulação do mar. Aliado a isso, as águas brasileiras são relativamente calmas. E sempre há a possibilidade de recorrer a remédios que ajudam as pessoas mais sensíveis.

. . 3- Há uma divisão de classes dentro de um navio?

. . Não.
. . O fato de ter comprado a cabine mais barata ou a mais cara não faz com que o tratamento nas áreas comuns seja diferente. Todos podem freqüentar os mesmos restaurantes, bares, piscinas e serão atendidos com atenção pelos tripulantes.

. . 4- Como funciona a divisão de cabines?

. . Por uma norma básica: as externas e nos andares mais altos do navio são as mais caras.
. . As internas e nos andares (decks ou pontes) mais baixos, são as mais baratas. Há exceções, como as suítes, mas de modo geral vale a regra.

. . 5- Mas será que não é tudo muito apertado no navio?

. . Sim e não.
. . As cabines, por exemplo: há diversos níveis e preços e algumas chegam a ter varandas - o que faz uma grande diferença. Ocupar um cabine interna, contudo, não é nenhum absurdo. Até porque o tempo que se fica dentro dela é muito pequeno, limitando-se aos banhos e às (poucas) horas de sono. Em relação às outras áreas, não há problema. Muitos navios têm mais de 200 metros de comprimento, salões com mais de 7 andares de altura e, devido à concorrência cada vez mais acirrada entre as empresas, a cada ano surgem novidades.


. . 6- Cruzeiro marítimo é chato?

. . Não. Quem determina isso é o passageiro.
. . Dependendo do navio escolhido, é possível que acabe a viagem sem que o passageiro aproveite toda a infra-estrutura disponível. Além disso, em um roteiro de 7 dias, por exemplo, haverá apenas dois ou três de navegação. Nos demais, o navio chegará na manhã em uma cidade e partirá no final da tarde. Nesse tempo livre, é normal que os passageiros façam as excursões em terra.

. . 7- As excursões são pagas à parte?

. . Sim, a não ser que a empresa informe o contrário.
. . A maioria dos navios tem uma agência de viagens a bordo, responsável pela formação dos grupos e organização dos passeios em terra. É preciso fazer reserva. Dependendo do local da escala, é comum que os próprios passageiros se organizem para fazer um programa.

. . 8- E se eu quiser ficar no navio durante as escalas?

. . Pode ficar.
. . Praticamente tudo funcionará da mesma maneira, como se o navio estivesse navegando.

. . 9- Preciso de roupas muito chiques?

. . Não.
. . Essa mentalidade é tão antiga quando a navegação de lazer. Normalmente, em um roteiro de uma semana, há pelo menos uma noite que exige um traje um pouco mais elegante, mas nada que ultrapasse o terno e gravata para os homens, e um vestido de bom gosto para as mulheres.

. . Casacos de pele são lindos, mas além de politicamente duvidosos, não combinam com o nosso clima tropical. Os dias são descontraídos, o que pede roupas leves e calçados confortáveis, principalmente para os passeios em terra. Nos navios, os encontros mais formais são os jantares; para o almoço, normalmente, há duas opções: o bufê na piscina, para quem quer ficar mais a vontade, ou o restaurante e, nesse caso, não pega nada bem ir de sunga ou biquíni (até pelo fato de o ar-condicionado ser extremamente forte). Sobre esse ponto, um alerta para as mulheres: as costas desnudadas são lindas, atraentes e sensuais, mas não resistem a uma hora no ar-condicionado de um navio.

. . 10- Tenho que me sentar sempre com as mesmas pessoas nas refeições?

. . Só no jantar.
. . Logo que chegam ao navio, os passageiros devem escolher a mesa em um grande mapa. Será a mesma em todos os jantares. Isso facilita a integração, garante a proximidade com os amigos para quem viaja em grupo e também proporciona uma integração com os tripulantes (garçons, mâitre e ajudantes): serão sempre os mesmos. Os jantares, principalmente nos grandes navios, são em dois turnos: o primeiro às 19h30, e o segundo, às 21h30.

. . 11- Servem todo tipo de comida?

. . Sim, em quantidade e, na maioria dos casos, qualidade.
. . Poucas coisas poderiam ter um encaixe tão perfeito quanto gastronomia e viagens marítimas. Há navios que se especializaram e chegam a promover viagens temáticas bastante concorridas. Os pontos altos são os jantares, com no mínimo três pratos e, sempre, uma alternativa a cada um deles; carne vermelha, frutos do mar ou alguma ave...indo até as sobremesas.

. . 12- Posso pedir uma dieta especial?

. . Com a devida antecedência, sim.
. . Basta informar as preferências no ato da reserva.


. . 13- Posso levar quanto eu quiser de bagagem?

. . Pode, mas leve também um pouco de bom senso.
. . Os limites não são rígidos como nas empresas aéreas, mas convém não abusar. Lembre-se que as bagagens deverão ser acomodadas na cabine, o que não é necessariamente um lugar muito espaçoso. Além disso, dependendo do roteiro escolhido, haverá a necessidade de a ida ou a volta ser feita de avião e, nesse caso, o excesso de bagagem será cobrado.


. . 14- Há algum médico para o caso de passar mal?

. . Sim.
. . Todos os navios têm pequenos ambulatórios para atendimentos de emergência. Dependendo do caso, esse atendimento é pago.

. . 15- E os remédios?

. . Os mais comuns e que atendam as necessidades básicas.
. . Passageiros que fazem uso de algum medicamento especial devem levá-lo.

. . 16- O que está incluído no preço?

. . De modo geral: a hospedagem (a cabine na categoria escolhida), todas as refeições, utilização de áreas comuns como discoteca, sala de leitura, piscina, shows e atividades animadas por monitores, sala de ginástica.

. . 17- E o que eu tenho que pagar à parte?

. . Novamente, de modo geral: bebidas, utilização de lavanderia, jogos no cassino, compras nas lojas, salão de beleza e excursões em terra.

. . 18- E como eu pago?

. . O comum é não tirar a carteira do bolso (ou do cofre) durante toda a viagem. Na maioria dos casos o passageiro recebe um cartão, parecido com os de crédito, e deve apresentá-lo sempre que tiver alguma despesa. Ao final da viagem, faz o pagamento de todos os extras de uma vez só. Perder o controle dos gastos, portanto, pode ser arriscado. A melhor e mais prática moeda é a de plástico: os cartões de crédito internacionais. Dinheiro vivo, só no cassino.

. . 19- Menores podem ingerir bebidas alcoólicas?

. . Não.
. . Há normas para cada empresa, mas, normalmente, não são servidas bebidas a menores de idade enquanto o navio estiver navegando. Nos portos é seguida a legislação local.

. . 20- Há risco de levar as jóias da família?

. . Não.
. . Caso não haja um cofre na cabine, o serviço pode ser solicitado aos funcionários da recepção, localizada próximo à entrada do navio.

. . 21- Nos cassinos é tudo liberado?

. . Não.
. . Menores de idade, por exemplo, não podem freqüentar os cassinos, apesar de essa norma nem sempre ser respeitada. Normalmente os cassinos ficam fechados enquanto o navio estiver ancorado. Entre os jogos mais comuns estão black jack (21), roleta e máquinas caça-níquel.

. . 22- É preciso ter algum seguro?

. . É bom.
. . Como em qualquer viagem, é recomendado ter algum tipo de seguro para acidentes pessoais, ou viajar com a cobertura de algum serviço de assistência.

. . 23- Eu tenho de dar gorjeta?

. . Não.
. . Veja bem, ter que dar, não. Mas é de bom tom. As gorjetas, cuja origem é a gratificação por bons serviços prestados, acabaram virando uma instituição a bordo. São ofertadas principalmente para os camareiros e pessoal de restaurante. Todos esperam ganhar - e, em alguns casos, não se incomodam em demonstrar isso.

. . 24- E quanto eu tenho de dar de gorjeta?

. . O ideal é usar o bom senso, mas segue uma regrinha
básica: US$ 3 para o garçom e ajudante, US$ 2 para o camareiro e US$ 1 para o mâitre (valores por dia).


. . 25- Posso utilizar serviço de quarto, como fazer refeições?

. . Sim.
. . Normalmente, funciona 24 horas, seja para pedir um travesseiro a mais ou uma refeição.


. . 26- Se eu não gostar da cabine, posso mudar depois do embarque?

. . Depende.
. . Dependerá da disponibilidade e do pagamento do adicional caso a mudança seja para uma cabine de valor mais alto.

. . 27- Há áreas para fumante e não fumantes?

. . Sim.
. .
Os fumantes têm áreas reservadas, porém charutos e cachimbos, normalmente, são permitidos apenas em áreas ao ar livre.


. . 28- Deficiente físico pode fazer cruzeiro marítimo?

. . Lógico que pode.
. . Ter algum tipo de deficiência, seja física ou mental, não é nenhum impedimento. Muitos navios têm cabines especiais para essas pessoas, com diversas facilidades. É importante, contudo, que esse passageiro especial, caso não tenha independência, viaje na companhia de outra pessoa que possa ajudá-lo em algumas situações. Todos são bem-vindos.


. . 29- E como é que eu vou me comunicar a bordo?

. . Nos grandes navios, a tripulação é o mais eclética possível.
Justamente para que seja criado um ambiente que deixe os passageiros o mais à vontade em relação à comunicação. Mesmo que não fale inglês ou italiano, seu passageiro poderá ser atendido por um garçom que domine o espanhol ou até mesmo português - em muitos navios há brasileiros trabalhando. Essa preocupação deve ser maior nos casos de cruzeiros no exterior.


. . 30- Não há perigo de o navio afundar?

. . O risco é mínimo.
. . Imagine quanto tempo levaria para um navio com 300 m de comprimento afundar. O litoral brasileiro tradicionalmente é seguro. No exterior já ocorreram casos de incêndios ou outros incidentes, nos quais o navio simplesmente parou de funcionar e aguardou a chegada de um outro para prosseguir a viagem - e o máximo de inconveniente foi desligamento do ar-condicionado. Os navios mais modernos têm a tecnologia a seu favor, o que os torna extremamente seguros.

. . 31- Qual a diferença entre cabine interna e externa?

. . Dependendo do navio, a diferença resume-se a uma escotilha com 40 cm de diâmetro.

. . Normalmente são idênticas, sendo que a externa tem uma vista. Os navios mais modernos chegam a ter varandas privativas e, nesses casos, vale a pena pagar um pouco mais. Agora, se o objetivo é aproveitar tudo o que um navio oferece e utilizar a cabine apenas para dormir algumas horas - e não houver nenhum problema de claustrofobia - a cabine interna resolve bem.


. . 32- As cabines internas ficam debaixo da água?

. . Não.
. . Pelas leis internacionais, nenhuma cabine pode ficar abaixo do nível da água.


. . 33- Há banheiro dentro da cabine?

. . Há, se é que pode ser chamado assim um ambiente que em alguns navios tem a medida calculada em centímetros.


. . 34- Se eu quiser cancelar a viagem, vão devolver o dinheiro?

. . Depende da antecedência com que acontecer o cancelamento.
Normalmente, há uma regra básica: 45 ou 60 dias antes do embarque o reembolso pode ser total, com ou sem a cobrança de uma taxa. Com prazos menores, diminui naturalmente o porcentual de reembolso. Cancelamentos feitos menos de 15 dias antes do embarque, dependendo sempre da regra de cada navio, podem causar a perda total do valor pago.


. . 35- Eu vou precisar de visto para fazer o cruzeiro?

. . Depende.
. . Se for um cruzeiro que comece, termine e faça escalas somente em portos brasileiros, você não vai precisar nem do passaporte. Dependo dos países que visitar, o visto poderá ou não ser exigido, de acordo com as leis daquele país. Esse cuidado deve ser tomado principalmente em roteiros internacionais. Agora, se seu cruzeiro é pelo Caribe, com embarque em Miami, será preciso o visto de entrada americano.

. . 36- Eu vou poder falar com a minha casa ou vou ficar isolado?

. . Apesar de serem serviços caros, ligações telefônicas, transmissão de fax e até mesmo acesso à Internet são possíveis. Além do mais, há sempre as escalas, quando é possível utilizar os serviços públicos - e mais baratos.

. . 37- Eu posso levar meu cachorrinho?

. . Não.
. . O lulu pode até fazer parte da família, mas deve ficar em casa. Há casos raros de navios que têm canil (normalmente os mais chiques e caros). Deficientes visuais devem solicitar autorização para viajar com cão-guia.

. . 38 - Dá para tomar banho de mar durante o cruzeiro?

. . Sim.
. . Mas não durante a navegação. Quando os navios fazem as escalas os passageiros podem aproveitar o tempo da maneira que bem entenderem, incluindo tomar banho de mar. Nadar durante a navegação, só nas piscinas.

. . 39 - Cruzeiro marítimo é legal para crianças e adolescente?

. . Sim e não.
. . Sim pois todos os navios têm equipe de entretenimento e lazer. Não porque a faixa etária dos passageiros de navio continua, na média, perto dos 40 anos - e agradar adolescente é sempre difícil.

. . 40 - Então navio só tem velho?

. . Não.
. . Mas não é nenhum acampamento infantil. Normalmente, já pelo roteiro e tipo do navio dá para saber qual será a faixa etária predominante. Cruzeiros mais longos, escalas em cidades menos agitadas e atividades disponíveis a bordo devem ser consideradas.

 

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