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Chegou o Corolla Fielder, station wagon da Toyota



.: Uma idéia antiga, em versão moderna: a versão brasileira da perua Fielder, derivada do sedã Corolla.



.: Na traseira arredondada, os destaques ficam por conta das grandes lanternas, com formato triangular, e um spoiler no final do teto.



.: O Corolla Fielder Fielder tem espaço para cinco passageiros e um amplo bagageiro.



.: Internamente, o destaque vai para o novo grafismo do painel e para os novos tecidos dos bancos.



.: Apesar de ser mais pesado do que o sedã, o Fielder carrega o mesmo motor: 1.8 16V com 136 cv.

Concessionária de Pres. Prudente apresentou quinta feira o segundo modelo nacional da pela marca japonesa.

Um ano e onze meses após o lançamento do Novo Corolla no Brasil, a Toyota lançou o Fielder (para quem estranha o nome, a station wagon do Corolla), apresentado quinta feira pela Via Japan, simultaneamente com as demais concessionárias de todo Brasil.

Segundo o diretor da Via Japan, Vilcio Caetano de Lima, o novo modelo vem para " redefinir o conceito de station wagon tradicional, já que a maioria das montadoras praticamente abandonou este segmento para investir nas minivans". Remando contra a corrente com uma certa ajuda do sucesso do Corolla, a Toyota pretende vender 4650 unidades do Fielder ainda neste ano e em breve, 600 unidades por mês.

O Corolla Fielder será comercializado somente com uma versão de acabamento e duas opções de câmbio (manual de cinco velocidades e automático de quatro velocidades).

Apesar do conforto interno, o modelo não perdeu espaço no porta-malas que tem capacidade para 411 litros. Por ser comercializado somente em uma versão, o Fielder sai da fábrica completo: regulagem de altura do banco do motorista e volante, aviso sonoro de chave na ignição e de faróis ligados, direção hidráulica, comando interno de abertura do tanque de combustível, console entre os bancos dianteiros com porta-copos e porta-objetos, desembaçador do vidro traseiro, limpador de pára-brisa com temporizador de velocidade, travas, vidros, espelhos e retrovisores elétricos, ar condicionado com aquecedor e CD Player.

"A Toyota está firme na sua missão de conquistar 10% do mercado brasileiro até 2010. Aliás, no lançamento do Fielder, os diretores da marca japonesa já deram a dica: mais dois veículos da marca serão lançados em breve.", comentou Lima. Segundo ele, para ganhar faixa de mercado, a montadora certamente precisará lançar mais modelos e já estuda o lançamento de um veículo compacto situado na faixa entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, que pode ser o Toyota Yaris. "Como resultado do sucesso de vendas no Brasil, o País tem importância crescente e está recebendo mais atenção da matriz no Japão", disse Okabe.

Com a Fielder, a Toyota reacende o interesse pelas abandonadas station wagon, que já tiveram a preferência da maioria das famílias até a chegada das minivans. Além de agradável de dirigir, o novo modelo da marca japonesa é dono de linhas harmoniosas e conta com espaço suficiente para levar a bagagem de cinco ocupantes, além de vir bem equipada.

Estilo

Diferentemente das versões vendidas nos mercados europeu, asiático e americano, a nova perua nacional tem frente mais longa que suas irmãs estrangeiras. Apesar de grande semelhança estética com a versão sedã, a Fielder vem com nova grade dianteira preta e faróis com máscara negra, que agrega ar mais esportivo ao modelo. Visto de perfil, o carro mostra linha de cintura elevada e contornos suaves, que se completam com a grande área envidraçada.

As rodas são de liga leve, com seis raios e 15 polegadas, montadas em pneus 195/60. Como detalhe, o modelo traz a inscrição VVT-i nos pára-lamas dianteiros, logo abaixo dos pisca-piscas laterais. A Fielder vem também com maçanetas externas, moldura lateral, pára-choques e retrovisores externos pintados na cor do carro e está disponível nas cores branco regente, prata ônix, preto pérola, vermelho rubi, azul topázio e bege âmbar.

Internamente, o novo modelo da Toyota traz ainda banco traseiro com encosto bipartido e reclinável a 20 graus, além de descanso de braço central com dois porta-copos. Além de reclinável, o banco traseiro pode ser rebatido em duas partes, possibilitando diversas opções de configurações, aumentando o espaço do bagageiro. O porta-malas tem capacidade volumétrica de 411 litros e dispõe de porta-objetos com três divisões no assoalho e dois porta-trecos nas laterais.

Desempenho

Avaliada por 40 quilômetros, a perua fez bonito tanto na versão manual quanto na automática. Entretanto, logo na primeira acelerada já é possível perceber o aumento de peso comparado à versão sedã. Em números isso pode ser explicado melhor: são 4,45 m de comprimento, 1,70 m de largura, 1,53 m de altura, 2,6 m de distância entre-eixos e 1.185 kg com câmbio manual e 1.250 kg com transmissão automática.

Mesmo assim, por se tratar de uma perua, o resultado é bem satisfatório. Isso graças aos 136 cavalos de potência e ao torque de 17,5 kgfm a 4.200 rpm. Entre as mudanças mecânicas em relação ao Corolla sedã estão apenas a recalibragem da suspensão traseira, que teve molas e amortecedores redimensionados. Em recente teste o Fielder chegou facilmente aos 185 km/h e atingiu os 100 km/h em aproximadamente 13 segundos, sem negar fogo.

Como todo carro, a versão automática demora um pouco mais para ganhar velocidade, mas mesmo assim deu conta do recado. O destaque negativo, na versão com câmbio manual, de relações curtas, fica por conta do nível de ruído do motor, que também mostra certa aspereza.

Nas curvas, o carro transmitiu segurança sem pregar sustos e deixar o conforto de lado. Isso graças à suspensão independente do tipo McPherson com barra estabilizadora na dianteira, eixo de torção e barra estabilizadora atrás. Outros pontos fortes ficam por conta da facilidade de acesso aos diversos comandos do veículo, além do bom espaço interno. O ponto negativo fica por conta da ausência de alguns detalhes como ajuste de profundidade do volante, ar-condicionado eletrônico, computador de bordo, teto solar e bancos de couro.

Mercado

A Fielder chega em versão única de acabamento, que já vem com itens como ar-condicionado, direção hidráulica, duplo air bag, freios ABS, CD player, trio elétrico, entre outros itens. O modelo pode ser equipado com câmbio manual de cinco marchas (que deve representar apenas 30% das vendas) ou automático de quatro (70% do volume comercializado). A nova perua chega às revendas da marca no próximo dia 7, custando a partir de R$ 56.040,00. Com câmbio automático o preço sobe para R$ 59.950,00 sem opcionais.

Desde seu lançamento até o final de 2003, a montadora comercializou 293 mil unidades do Fielder no mundo e espera manter média mensal de vendas de 600 unidades no mercado nacional. Para este ano, a meta é vender 4.650 unidades do modelo, subindo para 8 mil veículos já em 2005. O carro é produzido atualmente em apenas três unidades da empresa: no Japão, na Turquia e no Brasil. Os principais mercados do modelo são Japão, que absorve 65% das vendas, Europa, com 27%, Oceania, que fica com 4%, e o restante é comercializado no Oriente.



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Publicada em: 07/05/04
 
 
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