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VEÍCULOS

. . Vícios de motoristas comprometem a segurança

. . Hábitos aparentemente inócuos, como descansar o pé esquerdo na embreagem, são sinônimos de insegurança e prejuízo.

. . Quase todo motorista tem manias ao volante que, embora bobas, podem comprometer o funcionamento do carro e prejudicar a direção.

. . Hábitos aparentemente inofensivos - como descansar o pé esquerdo no pedal de embreagem - levam a desgaste prematuro de peças ou aumentam o risco de acidente.

. . O antídoto: reeducação ao volante.

. . O telefone celular virou o cigarro do século 21: muitos teimam em manuseá-lo enquanto estão dirigindo, o que impede a manutenção das duas mãos no volante e, conseqüentemente, arranha a segurança.

. . Além disso, este vício é, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito (CBT), uma infração média, sujeita a perda de quatro pontos na carteira de habilitação e multa de 80 Ufirs (R$ 90, aproximadamente).

. . Difícil detectar a origem e as razões precisas de boa parte desses vícios. Começam mansos e, quando se nota, estão incorporados à maneira de guiar. Alguns beiram o inusitado, como o dirigir com uma das mãos no botão do ar-condicionado.

. . Escola - Especialistas em segurança no trânsito defendem um período maior de ensinamento teórico e, principalmente, prático nas auto-escolas. Pois, assim, seria reduzida a chance de o motorista em formação adquirir hábitos indesejáveis. Alegam que é preciso cortar o mal pela raiz.

. . Depois que o motorista desenvolve alguns vícios, fica mais difícil mudar. Assim, as orientações transmitidas nas auto-escolas deveriam ter um extenso acompanhamento prático, para corrigir posturas equivocadas.

. . Já o uso do celular ao volante talvez seja o mais perigoso dos vícios atuais, pois o motorista, além de tirar uma das mãos do volante, ainda fica distraído.

. . Manter a atenção no trânsito é um dos fatores primordiais para a segurança.

. . Som - Outra mania que atropela a concentração é trocar de estação ou mexer a todo instante no rádio/CD de painel.

. . O som deve estar agradável, para aliviar a tensão do trânsito. Mas a busca da música ideal não deve desviar a atenção do motorista ao trânsito.

. . A tecnologia vai dando uma força para que a concentração não derrape em gestos gratuitos, ao embutir comandos de som no volante.

. . O recurso não é mais restrito a modelos de luxo, indicando a tendência da indústria automobilística para agrupar botões de maneira que o motorista não precise tirar as mão do volante para comandar itens como câmbio e sonorização.

. . Na maioria da vezes, as manias derivam da própria personalidade do mottorista.

. . Por exemplo: pessoas vaidosas que, enquanto dirigem, usam freqüentemente o espelho para checar a aparência.

. . Acelerando - Já os apressadinhos, de perfil mais ansioso, costumam se entregar ao tique do tremor do pé direito: esperam o sinal abrir pressionando o pedal de acelerador, como se estivessem num grid de largada.

. . Fazem o mesmo quando carro está parado no engarrafamento. Um hábito que, além de sinalizar a iminência de um ataque de nervos, provoca desgaste excessivo do motor e, é claro, consumo desnecessário de combustível.

. . A embreagem não fica de fora do bombardeio dos vícios. É vítima de pelo menos dois deles: controlar o carro em ladeira com o pedal de embreagem, ao invés de usar o freio-de-mão (que está lá para isso!); e descansar o pé esquerdo no pedal de embreagem.

. . Ambos precipitam a vida útil dos componentes deste sistema, ou seja, são sinônimos de prejuízo. Em média, a embreagem dura 60 mil quilômetros. Mas o mau uso pode reduzir a vida útil para 25 mil, A troca da embreagem está longe de figurar na seleção dos serviços mais em conta. Num Palio, por exemplo, custa em torno de R$ 820.

. . Freio - Entre os vícios que atacam sensivelmente o bolso, encontra-se também o uso em excesso e/ou inadequado do freio. Muitos utilizam em demasia o freio, quando deveriam reduzir a marcha para ajudar a frenagem.

. . Isto leva a um desgaste precoce. O sistema também é sobrecarregado quando se pára o carro sem a ajuda do frei-motor, ou seja, em ponto-morto.

. . O câmbio não passa imune a hábitos à primeira vista inócuos. Dirigir com a mão na alavanca causa desgaste desnecessário do sistema de transmissão, além de tornar a direção menos segura.

. . Afinal, as mão só devem deixar o volante nas trocas de marcha. Outro (mau) hábito do gênero para-quê-duas-mãos no volante?, observado principalmente entre fumantes, é dirigir com o braço esquerdo apoiado na janela. Uma maneira de fugir à tentação é levantar um pouco o vidro.

. . Postura - A exemplo de grande parte dos vícios, posturas inadequadas representam uma ameaça à segurança veicular.

. . Bancos muito inclinados e braços totalmente esticados ao volante, por exemplo, dificultam a capacidade de reação do motorista a imprevistos.

. . Ao sentar no carro, deve-se, portanto, ajustar cuidadosamente o banco (inclinação, altura, distância, lombar) e os espelhos.

. . Em geral, os cotovelos devem formar um pequeno ângulo quando ao pôr as mãos no volante; o banco deve ter uma inclinação entre 95 e 110 graus; e os joelhos não devem se encontrar nem demasiadamente flexionados, nem estendidos.

 

 

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